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Textos com Etiquetas ‘segunda guerra mundial’

Morte…Seja Em Combate ou Não, É Triste!

Cain matou Abel…

                Primeira narrativa bíblica de um homicídio traz em sua concepção a descrição do assassinato. Uma retórica humana que estaria presente no decurso do tempo, a morte não natural, o homicídio perpetrado por outro semelhante. Cain, o irmão invejoso e traiçoeiro, leva a cabo todo seu ódio contra sua parentela, tirando-lhe a vida. O assassino e o assassinado; o homicida em sua primeira versão.

                Na história da humanidade as guerras travadas forjaram o que conhecemos hoje de mundo moderno. Não obstante aos preceitos amorais que levaram Cain a matar seu irmão, sangue de incontáveis homens foram jorrados pela terra que Deus criou desde aquele episódio. Impérios foram criados, tiveram seu apogeu e desfaleceram com a mesma violência com que foram criados. Chegamos até o segundo milênio da era cristã, ainda contabilizando os homicídios como parte do nosso cotidiano da era evoluída.

                Uma coisa não mudou. Matar não é algo natural, muito embora seja corriqueiro. Não é natural nem mesmo para as guerras e conflitos (estranho?). Pelo menos esse é o senso comum que permeia a mente humana. Evidentemente isso não se aplica a alguém que não tem qualquer apreço pela vida, mata sem remoço, pois trata-se de um psicopata, sociopata ou portador de qualquer outra patologia mental. Mas ainda assim, matar por matar não é natural. Em uma guerra matar no front, na linha de combate, faz parte do que os militares chamam de “contingência de guerra”. Não há como não acontecer. Inevitável para qualquer soldado integrante de um combate. Mas, todos atenuam o fato dessa contingência, com o preceito do “matar para não morrer” e é a condição mental que se estabelece para tornar a morte algo, aceitável.

                Lembrei de alguns relatos de nossos soldados integrantes da Força Expedicionária Brasileira, durante a Segunda Guerra Mundial nos campos de batalha da Itália. Os relatos são de veteranos que mataram alemães. Mesmo no ardor do combate, muitos se lamentaram por terem ceifado a vida de outros homens. Estes relatos estão registrados na excelente obra do professor Cesar Campiani Maximiano, Barbados, sujos e fadigados. Soldados Brasileiros na Segunda Guerra Mundial:

                “(…) Juntos, examinaram os cadáveres. Os estilhaços da granada haviam mutilado horrivelmente o rosto de um dos inimigos. O sangue que escorria da fronte do alemão misturou-se com a lama pegajosa que, lentamente, ia aderindo ao seu uniforme. Os olhos esgazeados do soldado abatido, num misto de espanto e ira, traduziam a surpresa e a impotência daquele que fora abatido pelo gaúcho. Poços de uma água avermelhada e barrenta formaram-se em torno dos corpos. O cenário, antes que trágico, era repulsivo e deprimente.

– E agora sargento? – indagou Moura – Nós não temos que enterrar os alemães não?

Djalma não respondeu. Continuava a olhar fixamente os cadáveres. Uma tremenda ânsia de vômito o dominava, ao mesmo tempo que seus olhos se enchiam de lágrimas ao pensar que jovens vidas havia sido ceifadas através de sua mão armada” . (CAMPIANI, 2010, Pag. 201)

                “Dos nossos, Gil era o único abalado. Caminhava pensativo, casmurro, sem dizer nada. Estava triste por ter morto um sargento alemão. (…) Lamentou para mim, dizendo com ar desolado:  – Matei um homem. – Eu respondi: – Não adianta pensar nisso: era ele ou tu, thê. Guerra é guerra! Não estamos aqui pra bonito. Tu serás promovido. Na certa! Quem sabe, thê, ganharás uma medalha! – Ele retrucou sério, arregalando os olhos: – É um mundo cruel, incoerente e desumano. Quem mata na paz vai pra cadeia. É uma assassino. Quem mata na guerra ganha medalha. É um herói. Deus me perdoe, pois matei um semelhante a quem não conhecia”.  (CAMPIANI, 2010, Pag. 203)

 “(…) ao verificar seus documentos, encontramos uma fotografia que chamou a nossa atenção, porque era de três meninas loirinhas, parecidas com as meninas de Santa Catarina. Como tinha algo escrito, demos a um soldado que era filho de alemão para ler. Ele traduziu para nós – ‘Papai, estamos rezando para que essa guerra acabe, pois não suportamos mais as saudades que sentimos do senhor. Beijos de SUAS FILHAS’

 – Coitadinhas – pensei -, nunca mais verão o pai!…”   (CAMPIANI, 2010, Pag. 204)

Mesmo a coragem, a honra, a lealdade e o amor pátrio podem mitigar o flagelo humano da perda violenta da vida.

GALERIA DE IMAGENS FORTES DE MORTOS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

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A Invasão da Polônia em 1939: Aspectos para Refletir

“Abrisse-se as portas do inferno”. Essa é primeira frase que se verificou nos jornais ocidentais quando Hitler, a despeito de todas as advertências inglesas e francesas, lança suas tropas contra a indefesa Polônia. Mais de 75 anos depois daquela fatídica sexta-feira, no distante 1º de setembro de 1939, ainda há muita controvérsia sobre o início do conflito e as causas que levaram o mundo a escuridão da guerra por anos. O próprio Hitler, já derrotado seis anos mais tarde, em seu bunker nos arredores da devastada Berlim, registra em seu testamento político que, ao contrário do que possam falar, ele não desejava a guerra em 1939. Se ele não desejava a guerra, então quais os motivos que levou ele ao conflito? Vejamos uma pequena análise das circunstâncias da eclosão da guerra.

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As 200 melhores Fotos da Segunda Guerra Mundial – Parte 02

29, novembro, 2014 Sem comentários

Seguindo a segunda parte das melhores fotografias da Segunda Guerra Mundial.

IMPRESSIONANTE GALERIA:

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As 200 melhores Fotos da Segunda Guerra Mundial – Parte 01

27, novembro, 2014 4 comentários

 Retomando as atividades do BLOG resolvemos iniciar uma nova fase do nosso espaço, depois de um período de férias. Muitas novidades estão sendo preparadas para que possamos voltar com mais força na pesquisa histórica das Guerra Mundiais.

 Para começar iremos publicar o que mais tem marcado a vida desse espaço, a qualidade dos registros fotográficos. Dividido em duas publicações, confiram as 200 mais impressionantes fotografias da Segunda Guerra Mundial.

GALERIA SIMPLES:

GALERIA DAS 100 FOTOS INICIAIS:

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Guerras Mundiais no HISTORY & João Barone e Convidados!

Cover

 O dia 31 de julho será um excelente dia para os entusiastas, pesquisadores e estudiosos da Segunda Guerra Mundial. Na verdade, para ser mais amplo, a jornada da Segunda Guerra Mundial, será nos dias 28, 29 e 30 de julho, com a série Guerras Mundiais, exibida pelo HISTORY CHANNEL, indicada a 03 Emmy.

Minissérie em 6 episódios, que traz a história de uma geração de homens que lutaram como soldados nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, e que se tornaram líderes na Segunda Guerra Mundial. Hitler, Churchill, De Gaulle, MacArthur, Patton, Stalin e Mussolini hoje são conhecidas lendas globais, e fizeram parte das duas guerras sangrentas que abalaram a humanidade por 30 anos. Desde as primeiras batalhas, eles souberam o quanto lhes custaria subir ao poder, lutando por suas vidas na linha de frente. As lições que aprenderam ali os moldou, e os revelou quando o combate irrompeu de novo. Alguns se tornaram heróis, forjados pela coragem debaixo de fogo; outros, despontaram como os vilões mais infames que o mundo já viu. Reconstituir as guerras mundiais dessa forma, é contá-la através desses homens em uma abordagem única e inédita: a Primeira Guerra os mudou e na Segunda Guerra, eles mudaram o mundo.

  No dia 31, a partir das 21h00, será transmitido ONLINE pelo Hangout um vídeo Chat com João Barone e os convidados Marcelo Madureira, Arthur Dapieve e Chico Miranda. Falaremos sobre a Segunda Guerra Mundial, abordando, inclusive a participação brasileira.

  Para participar é só Clica neste LINK: https://plus.google.com/u/0/events/c3u0jqefnibrf8h2keekcgdqcs4

 Confirme sua presença e mande sua pergunta! PARTICIPEM!

 MAIS INFORMAÇÕES: http://seuhistory.com/programas/guerras-mundiais

 

 

 

A Velha e Boa Alemanha de SEMPRE!

Depois da consagração da Copa do Mundo do Brasil, a imprensa brasileira muito tem alardeado sobre a organização e o planejamento dos alemães e seu metodismo para tornar-se a maior potência futebolística do mundo. Mas, para quem conhece o histórico da Alemanha, não é difícil entender os motivos que levaram a Alemanha a atingir esse nível de planejamento e execução, já que isso faz parte da cultura desse povo. Sempre fez. O mundo sentiu de forma voraz essa cultura de organização e execução calculista na mais trágica das formas. A Alemanha fez sua fama pela vocação belicista. Contudo, não quero falar sobre as duas guerras, daria margem para infindáveis discussões entre adeptos e acusados do rastro de destruição e morte dos regimes que estiveram no poder seja na Alemanha do Kaiser; seja na Alemanha Nazista.

A prova inconteste da magnitude da abnegação alemã surge exatamente quando o povo esteve destroçado, ou seja, no final da Segunda Guerra Mundial. Não há outro exemplo mais contundente de humilhação que uma nação tenha vivenciado com privação ao extremo, nos difíceis meses posteriores a guerra. Cidades completamente destruídas, mortos aos milhões, estupros em massa, foram os ingredientes que acompanharam a chegada das forças estrangeiras a partir de abril de 1945 e por lá permaneceram até 1989.

Não importa os motivos da guerra, as ideologias ou qualquer tipo de juízo de valor sobre seu desfecho causal, o que interessa são os fatos e isso aponta para um povo extraordinário e resistente, e com uma impressionante vocação para se reinventar e se adaptar as mais adversas situações; seja causado por regimes nefastos; seja para reerguer-se da quase aniquilação ou até mesmo para se planejarem para ser o país do futebol.

Uma Luz na Escuridão Histórica: Gastão Coimbra e o Seu Maravilhoso “Homens da Pátria”

O professor e historiador Roney Cytrynowicz  escreveu um artigo que dizia o seguinte sobre o envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial: 

O lugar da Segunda Guerra Mundial na história e na memória coletiva da população do São Paulo, e do Brasil [grifo nosso], tem sido, no entanto, marcado muito mais pela ausência do que por uma presença efetiva e consistente. A guerra, episódio central da História do século 20, não está presente na memória da cidade de São Paulo; ela não é celebrada coletivamente, não é lembrada. Os soldados que lutaram e os mortos não são referenciados a não ser por pequenos grupos diretamente ligados a eles. 

 Infelizmente uma verdade gritante que se agrega a característica do Brasil em ser um País sem memória. Mas, sempre haverá ações que possam ir de encontro a essa nociva cultura. Essas ações, não raras vezes, são protagonizadas por pessoas que, distantes dos financiamentos públicos e de suas estatais, têm que vivenciar sacrifícios pessoais para ter sua obra sendo exibida.

 Gestão Coimbra conseguiu formar um bastião de resistência para levar ao público uma obra cinematográfica que retrate o sacrifício de jovens, que deixaram suas famílias e sua terra, para obedecer ao chamado patriótico de uma nação em guerra.  O longa-metragem HOMENS DA PÁTRIA é muito mais do que um filme, é um projeto que traz ao público histórias marcantes e reais de pessoas humildes que estivem à serviço do Brasil e lá deixaram suas vidas ou grande parte de sua juventude; histórias reais vivenciados por brasileiros que, infelizmente, são estigmatizados pelo ideologismo governamental que vira as costas para a importância histórica dos mais de 25 mil brasileiros que lutaram na Itália e a memória de quase 500 mortos.

 Apesar dos sacrifícios para concepção do projeto, é facilmente perceptível a fidelidade histórica do filme de 90 minutos, possibilitando uma vivência com os fatos narrados, ou seja, será uma aula de história e o reconhecimento da Força Expedicionária Brasileira na formação de uma política de regaste do nosso passado recente.

 Esses são alguns motivos para que TODOS possam apreciar e convidar outras pessoas, principalmente àqueles que acham que o Brasil pulou de 1939 para 1945.

 O Todos os envolvidos nosso muito obrigado!

NATAL, TRAMPOLIM DA VITÓRIA: UMA AULA DE CIDADANIA HISTÓRICA – FUNDAÇÃO RAMPA

Muitos textos e artigos foram publicados aqui no BLOG para expressar a indignação quando o abandono histórico que o Brasil relega sua participação na Segunda Guerra Mundial. Infelizmente, nenhum é tão gritante quando a completa ausência de informações sobre o que americanos consideravam ser o “Trampolim da Vitória”.  A bela cidade de Natal figura como a cidade que mais sentia os efeitos da guerra, simplesmente pelo fato dela ser a principal rota aérea para apoio e suprimento das operações ocorridas em todo Teatro do Mediterrâneo que sustentavam os bombardeios ao sul da Alemanha, além de operações do Pacífico. Era a maior Base Aérea Americana fora  dos Estados Unidos, por isso, a importância das operações do Pernamirim Field serem consideradas como cruciais para o esforço de guerra dos Aliados.

Os impactos sociais com a presença de centenas de americanos mudou a cara da cidade de Natal e transformou a vida de milhares de cidadãos. Para aqueles americanos, vivenciar as terras tropicais durante a guerra foi a melhor experiência que se poderia ter em um conflito de sofrimento humano inenarrável.

Tudo ficou em um passado obscuro e sem qualquer tipo de ligação com o presente. Não há mais paralelo histórico que possa trazer à luz a riqueza e importância da presença dos Aliados no importantíssimo e estratégico Saliente do Nordeste, exceto pela batalha individual de heróis contemporâneos como Augusto Maranhão e Marcos Sedin, aliando esforços para manter a História de sua cidade com a Fundação Rampa.

Aos Diretores da Fundação Rampa, nossa humilde continência.

http://www.fundacaorampa.com.br

GALERIA SIMPLES:

 São fotos de Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images.

GALERIA COMPLETA DA PRESENÇA AMERICANA EM NATAL:

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Fotos Coloridas da Segunda Guerra – Impressionante – PARTE II

Seguindo com esse excelente acervo. As fotografias que impressionam pela realidade e por proporcionar uma visão diferente do conflito.

CONFIRA A GALERIA DE IMAGENS COMPLETA

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Fotos Coloridas da Segunda Guerra – Impressionante!

A Segunda Guerra Mundial deixou um acervo fotográfico vasto e ainda não totalmente esgotado. A grande maioria dos registros fotográficos, claro, em preto e branco, apesar da qualidade e do charme característicos, deixam a desejar quando é representar a realidade dos cenários. Principalmente para uma geração acostumada com os megapixels nas alturas.

Para minimizar essas faltas tecnológicas, alguns técnicos tem se desdobrado para aplicar cores digitalmente às imagens ao acervo da Segunda Guerra. Alguns, é verdade, não tem obtido êxito, pois muitas fotos perdem a naturalidade, contudo outros têm impressionado pela qualidade e pela realidade dos cenários.

Vale a pena conferir.

GALERIA BÁSICA:

CONFIRA ABAIXO IMPRESSIONANTE GALERIA COMPLETA DE IMAGENS DE MOMENTOS CRÍTICOS DE SOLDADOS NO CAMPO DE BATALHA:

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Medalha…Medalha…Objeto de Reconhecimento do Soldado…Quase sempre!

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Excelente Leitura Sobre o Teatro de Operações do Pacífico.

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Serviço de Intendência. Onde a Vitória ou a Derrota Inicia!

Quando falamos em guerra, ou mais especificamente sobre a Segunda Guerra Mundial, logo alguém se levanta e fala sobre a revolução da guerra na utilização de blindados ou a importância da artilharia como força intimidadora nos campos batalha, ou até mesmo as novas formas doutrinárias para aplicação da infantaria. Mas, nenhuma outra arma ou serviço, passou a ser tão importante para o contexto de grandes operações militares, quanto o emprego da Intendência. O Serviço de Intendência Militar é o mais importante elemento para o contexto de uma guerra. A partir dela e para ela, os exércitos se configuram nos campos de batalha. Seus soldados, com as mais diversas qualificações profissionais que o Serviço exige, são empregados em áreas tão diferentes, tão distintas, que o conjunto destes, pode determinar o resultado de uma guerra.

A Alemanha quando se aventurou pelo vasto território russo, sabia que a sua logística seria o fato preponderante para a vitória ou para derrota. Erich von Manstein, alegou que a Wehrmacht deveria alcançar esmagar o inimigo em algumas semanas, do contrário, estaria enfadado ao fracasso, dado as linhas de suprimentos estarem fragilizadas. Neste mesmo contexto, quando Liddell Hart, historiador do Exército Inglês, perguntou a Wilhelm Guderian quais os motivos da derrota da Alemanha na União Soviética, ele, criador da doutrina do emprego de blindados Segunda Guerra, apontou para o Serviço de Intendência, que não fora capaz apoiar de perto as tropas mais avançadas.

Os Oficiais da Força Expedicionária Brasileira, ao chegar ao Teatro de Operações da Itália, foram matriculados em um estágio de combate, em um dos centros de treinamento Aliado. Ao final do estágio, o Coronel americano, comandante do Centro, solicitou a presença do General Mascarenhas de Morais, acompanhado do Coronel Lima Brayner, Chefe do Estado Maior, que registrou a conversa em suas memórias. “General”, disse o Comandante do Centro, “Os seus oficiais são extremamente dedicados e com grande vocação à liderança”. Chamou um dos Oficias que estava em forma e começou a inspecionar o militar brasileiro. “Mas esse material que eles estão usando é de péssima qualidade. Esse sapato, não aguentará mais do que alguns dias na linha…Esse capa, não tem nada de impermeável…Seus uniformes não são apropriados para esta guerra, General….”. A FEB, no primeiro contato na Itália, já tinha a certeza que seu Serviço de Intendência, teria que se superar.

Amanhã, 17/abril, publicaremos um artigo sobre o Serviço de Intendência da FEB.

Galeria com Fotografias Coloridas do Serviço de Intendência nos Campos de Batalha da Segunda Guerra Mundial:

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Vietnã! Alguém Lembra os Motivos, Causas e Envolvidos?

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Pernambuco: Guerra no Mar, no Ar e nas Ruas.

25, março, 2014 1 comentário
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As Idas e Vindas dos Ingleses na Segunda Guerra Mundial

23, março, 2014 1 comentário

Quando a França caiu em 1940 e a Alemanha passa a desferir pesados bombardeios sobre Londres, o mundo não acreditava na resistência inglesa por muito tempo. Todos sabiam que as forças alemãs iriam a qualquer momento cruzar o Canal e desembarcar suas tropas nas terras do Rei George VI. Era uma questão de tempo.

Contudo, a heroica resistência inglesa e o apoio dos Estados Unidos para furar o bloqueio naval, aliado a incompetência da Luftwaffen de não conseguir superioridade aérea sobre a Grã-Bretanha, foram determinantes para que a Alemanha se voltasse para o seu inimigo natural, a União Soviética.

Em 1941, a guerra entra em uma nova fase, Hitler é compelido pela Itália para o norte da África. Nasce o mito da Raposa do Deserto, que não resiste à entrada americana na guerra. Os Aliados passam para a ofensiva. A Itália cai. Recursos e homens se voltam para a Europa. É o Dia D tomando forma.

Mais do que uma simples campanha, a retomada da França significava o reavivamento do brio inglês. Quando meio-milhão de soldados ingleses e franceses foram expulso da Europa Continental de forma melancólica abalou o moral da pátria inglesa, por isso, a simples hipótese de retomar a campanha perdida em 1940, levou vários veteranos da Força Expedicionária Britânica ao delírio.

Na campanha da Normandia coube aos Estados Unidos o comando das operações. Mas as divisões inglesas não se importavam, elas queriam uma revanche contra o exército alemão, pela humilhação sofrida naquele mesmo terreno. E eles avançaram!

Depois da Companha da Normandia, queriam mais! Queriam chegar a Berlim antes do natal. Nasce a Operação Market Garden. É neste ponto que o melhor soldado inglês, Monty, se desfez do sonho de acabar com um inimigo que quase destruiu sua terra. Os alemães ainda tinham Forças. A prova maior foi ofensiva no inverno de 1944 que tinha por objetivo único a de mostrar para os Aliados que a Alemanha ainda estava combativa.

No final das contas, a Inglaterra viu de tudo na Segunda Guerra Mundial. De inimigos declarados serem aliados; e de aliados virarem inimigos. Derrotas e morte de soldados e civis eram uma contingência de guerra que os ingleses sabiam exatamente oferecer.

Galeria de Fotografias que Reflete de forma dramática a passagem das tropas pela França:

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O Que A Invasão da Polônia Pode Nos Ensinar?

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Blindados e Outros Veículos

19, novembro, 2013 1 comentário

A força dos blindados mudou o curso da guerra. Antes, um desajeitado monte de ferro, mas se tornou a primeira e mais destrutiva arma de guerra já posta em combate até então. Seguindo a mesma linha, outros blindados apareceram para várias funcionalidades específicas, como retirar minas terrestres, patrulhamento, transporte de tropas, defesas antiaéreas e muitas outras funções para veículos blindados dos mais diversos.

Segue galeria dos veículos blindados

Os principais POSTs sobre Tanques da Segunda Guerra Mundial

O Que Representa para Nossa História a FEB?

18, novembro, 2013 2 comentários

“A participação do Brasil não é mais exaltada do que deveria?”, “A participação do Brasil foi medíocre”, “O Brasil foi bucha de canhão!”, “Tirando algum vigilância no litoral, a Segunda Guerra Mundial passou desapercebida no Brasil”. Essas frases foram proferidas por professores e estudantes de História.

Incrível como há um grande equívoco no estudo desse período. Ainda não percebi se proposital ou não. Uma extrema ignorância e incorreta interpretação histórica de alguns acadêmicos, que de forma escancarada, estupram e deturpam fatos históricos que não só mancham o sangue dos quase 500 brasileiros mortos nos campos de batalha e dos mais de 1000 homens, mulheres e crianças que perderam suas vidas nos mares, bem como difamam a própria História do Brasil.

Em uma perfeita colocação sobre a visão da análise histórica do envolvimento do Brasil na Segunda Guerra, o doutor Roney Cytrynowicz, em sua obra, Guerra Sem Guerra – a mobilização e o cotidiano de São Paulo durante a Segunda Guerra Mundial –, realiza uma concludente análise sobre o estudo deste período:

O lugar da Segunda Guerra Mundial na história e na memória coletiva da população do São Paulo, e do Brasil [grifo nosso], tem sido, no entanto, marcado muito mais pela ausência do que por uma presença efetiva e consistente, A guerra, episódio central da História do século 20, não está presente na memória da cidade de São Paulo; ela não é celebrada coletivamente, não é lembrada. Os soldados que lutaram e os mortos não são referenciados a não ser por pequenos grupos diretamente ligados a eles.

[…] a referência à guerra parece mais como um constrangimento obrigatório, na historiografia e na memória, dada sua magnitude na história do século 20, do que uma elaboração “interna” à história do país e ao testemunho dos seus contemporâneos. Mas não se estabelecem os nexos causais com a história brasileira neste período.  […] (Roney CYTRYNOWICZ, 2000).

Os fatos históricos e sua interpretação isenta e voltado apenas para uma historiografia afastada da ideologia tendenciosa aponta para uma colaboração estratégica, registrando a participação popular em todo o processo de envolvimento do Brasil, inclusive com perdas significativa de brasileiros.

Saliente do Nordeste – Estratégico: Em qualquer circunstância histórica, o Brasil se destaca quando se fala em Atlântico Sul. Não há como negar a importância estratégica do Saliente do Nordeste. Portanto, com as operações de UBoots ocorrendo em todo o Atlântico Norte é mais que compreensível que as nações beligerantes voltassem seus olhares para as Rotas Marítimas do Sul. Por esse motivo os Estados Unidos, antes mesmo de qualquer tipo de envolvimento do Brasil, já negociava a defesa dessa região, ou sua conquista (Operação Pote de Ouro). Em qualquer aspecto, em 1941, o país já estaria envolvido do conflito, pois a Alemanha domina a África do Norte e o receio dos Aliados de um bloqueio no Atlântico Sul era grande. Vargas era pressionado para se posicionar a todo instante.

 

Envolvimento do povo:  Os ataques à embarcações brasileiras em suas linhas de cabotagem, ou seja, de transporte de passageiros, pelo submarino U507, vitimou mais de 600 brasileiros, entre homens, mulheres e crianças. Isso causou uma revolta popular em todos os grandes centros urbanos do país. O governo se reúne sob pressão para declarar estado de beligerância contra a Alemanha.

Dificuldades para formação de uma Força Expedicionária: Quando questionado sobre a formação de Tropas para lutar no Teatro de Operações fora do Brasil, Vargas não hesitou, pois o interesse inicial era a modernização do Exército Brasileiro. Contudo não podemos negar que um exército é o espelho de seu povo. O Exército Brasileiro não conseguiria cumprir as exigências mínimas necessárias para um combatente moderno, e os principais motivos era a pouca instrução, pouca nutrição e principalmente despreparado para o esforço de guerra. A previsão inicial de formar um Corpo de Exército com 90 mil homens, esbarrou nas dificuldades físicas e logísticas do nosso Brasil, claro. Apenas pouco mais de 25 mil homens aptos para lutar até o final da guerra.

Ninguém acreditava na FEB: Depois da euforia inicial, a FEB foi formada por Decreto em 23 de novembro de 1943. Em termos de convocação, preparação e transporte, foram necessários quase oito meses para o primeiro combatente embarcar para um Teatro de Operações. Esse período tranformou desacreditou a FEB, muitos acreditavam que o país não enviaria tropas para lutar. Nasce o estigma popular “É mais fácil a cobrar fumar do que o Brasil ir à guerra…” . A Cobra Fumou!

O tamanho da importância militar da participação brasileira: É possível afirmar que o Brasil teve uma grande importância no Teatro de Operações da Itália? Claro que não! O país atuou com uma única Divisão, enquanto os americanos e ingleses atuavam com mais de 50 Divisões! Como podemos ter sidos decisivos? Agora, tivemos um papel importante quando somos analisados segundo as conquistas de uma Divisão. Se pensarmos em termos de missões, a Força Expedicionária Brasileira defendeu a maior frente do setor do X Exército Americano. Esteve na vanguarda de patrulhas durante os meses de dezembro de 1944 a fevereiro de 1945, em um dos mais rigorosos invernos já registrados do século XX. Levando em consideração soldados oriundos dos sertões nordestinos ou das amenas temperaturas do sudeste do Brasil. Conseguiu um feito militar improvável para uma Divisão. A rendição incondicional de duas Divisões, a 148ª Divisão Alemã e Divisão italiana Bersaglieri com um efetivo total 14.779 militares das duas nacionalidades, além de munição, canhões, armas de vários calibres. Um feito único entre as Divisões que atuavam na Itália. Se o Brasil chega com um soldado desacreditado e com problemas básicos, ao final da guerra o soldado brasileiro é apontado como um bravo combatente.

Esses são alguns dos motivos que todos os brasileiros devem ter, pelo menos o respeito pela participado do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Não exaltando em demasia, nem tão pouco desprezando o esforço e o sacrifício de jovens que lutaram e morreram na Itália, e lembrando das vitimas da agressão nazista em nossas águas e ao nosso território.

Contingência de Guerra? Ou Desumanização Pura e Simples?

30, outubro, 2013 1 comentário

 Uma guerra, sempre será uma guerra! As vezes ela existe, mas não é declarada. Seja de qualquer forma produz frutos terríveis. Atualmente a guerra moderna muitas vezes não são exércitos contra exércitos, mas na Segunda Guerra Mundial ficava claro, praticamente em todos os casos, quem era o inimigo e quem era apenas um inocente; quem era beligerante e quem neutro. No âmbito humano, a primeira característica de uma guerra é exatamente a desumanização dos combatentes, é o que muitos chamam de “perder a alma”, é quando a morte é algo corriqueiro e sem valor, que faz parte da guerra! É o que dizem!

Infelizmente mais de 70 anos depois da Segunda Guerra Mundial ainda é uma máxima no contexto militar, contudo a observância da proteção civis inocente também consta no código de conduta de qualquer exército. Mas, infelizmente nem todos respeitam ou respeitaram. Ainda precisamos evoluir, e muito!

Warsaw, 14 de setembro de 1939

Uma sequencia de fotos tirada por Julien Bryen, fotográfo, cinegrafista e documentarista americano.

Ele relata o seguinte:

“Sete mulheres estavam plantando batatas em um campo. Não havia comida em sua região, e elas estavam desesperadas por comida. De repente dois aviões alemães apareceram do nada e lançaram duas bombas aos duzentos metros de distância, em uma pequena casa. Duas mulheres na casa foram mortas. As agricultoras de batatas se jogaram no chã, não esperança de passarem despercebidas. Depois do bombardeio as mulheres retornaram ao trabalho. Elas precisavam de comida. Mas os pilotos nazistas não estavam satisfeitos com o trabalho. Em alguns minutos eles estavam voltando e mergulhando novamente para um novo ataque, desta vez limpando o campo com rajadas de metralhadora. Duas das sete mulheres que estavam no campo foram mortas. As outras cinco escaparam por pouco.

Enquanto eu fotografava os corpos, um pequena garota, aproximadamente dez anos, corria transtornada em direção ao corpo de sua irmã mais velha. A criança nunca tinha visto a morte e não entendia porque sua irmã não respondia a ela…

A criança nos olhava desnorteada. E joguei meus braços sobre ela e segurei-a firme, tentando confortá-la. Ela chorava. Eu confortava-a com dois oficiais poloneses que me acompanhavam.”